50º Colóquio de filosofia: sexta-feira 07/10 às 11h, sala L540 – “The Will’s Free Choice: Did Descartes Change His Mind in the Principles?”

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Thomas M. Lennon, PhD Ohio State 1968, spent his whole career at the University of Western Ontario retiring in 2011. Almost all of his published work has been in the history of early modern philosophy, comprising over a hundred articles and several books, most notably, The Battle of the Gods and Giants: The philosophical legacies of Descartes and Gassendi, 1638-1715 ( Princeton University Press, 1993), Reading Bayle (University of Toronto Press, 1999), The Plain Truth: Descartes, Huet, and Skepticism (Brill, 2008).

Abstract: There is an an on-going debate in the literature over the question as to whether Descartes was a libertarian on freedom of the will. The Meditations suggests that he was not,  but a later text indicates that he was. Some commentators think that he must have changed his mind on the question in the Principles. This paper argues that the Principles is not at all a libertarian text.

Transmissão ao vivo da palestra do Prof. Angioni “A Metafísica de Aristóteles: categorias, prioridade e causalidade”, quarta-feira, dia 28/9

Convidamos a todos para a transmissão ao vivo da palestra do Prof. Angioni sobre a Metafísica de Aristóteles, na próxima Quarta-Feira (28/9), às 14h.
O NUFA irá projetar a palestra em seu data-show e poderemos participar, via internet, do debate com o Prof. Angioni, que estará na UnB.
Aqueles que não puderem estar presentes, poderão acompanhar a palestra por este link: https://youtu.be/azNcymlUfcA
No entanto, reforçamos o convite para estarmos todos no NUFA, pois certamente teremos bons motivos para debater, tanto entre nós quanto com os demais pesquisadores espalhados pelo Brasil que acompanharão a palestra ao vivo.

49º Colóquio de filosofia: segunda 19/09 às 11h, sala L160 – “O Cérebro Social e o Corpo que lhe Falta: o Trabalho na Era do Semiocapital”

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“[A] fábrica social tornou-se a fábrica da infelicidade”. A descrição que Franco ‘Bifo’ Berardi’s faz do “cérebro social” na era do semiocapital é profundamente melancólica. Mas o que é a fábrica social? O que podemos dizer sobre o “cérebro social”? Com frequência, os debates sobre o trabalho no mundo contemporâneo giram em torno de uma série de oposições binárias que, embora tentadoras, pouco ajudam: se alguns tipos de trabalho podem ser descritos como “imateriais”, isto quer dizer que outros tipos de trabalhadores (“materiais”) estariam de alguma maneira ultrapassados? Quando falamos em “cérebro social”, estamos sugerindo que cérebros existem sem corpos, e que alguns cérebros estão presos a circuitos pré-tecnológicos? Para quem ou o que o cérebro social pensa, e o que ele produz? Usando o trabalho de Silvia Federici em particular, este artigo discute respostas feministas contemporâneas a debates atuais sobre o trabalho, argumentando em favor de uma abordagem que toma como ponto de partida a perspectiva do cuidado e da reprodução social.

Nina Power é professora da University of Roehampton e do Royal College of Art, Londres.
(A palestra será ministrada em inglês).

30/08 – Minicurso com o Prof. George Caffentzis: “O Petróleo e Outros Sangues”

 

“O Petróleo e Outros Sangues”
Minicurso com o Prof. George Caffentzis (University of Southern Maine)
autor de In Letters of Blood and Fire
 
terça, 30 de agosto
13h-15h – sala L456
15h – intervalo
16h-19h – sala L438
Prédio Cardeal Leme, PUC-Rio 
Desde o ponto de vista da teoria do valor-trabalho, a indústria petroleira é altamente paradoxal: como pode uma área cujos trabalhadores produzem muito pouca mais-valia contar com três das dez empresas mais lucrativas do planeta? Com efeito, a indústria do petróleo é ao mesmo tempo um caso excepcional e, como diria Hegel, o “universal concreto” do capitalismo.
A primeira parte deste curso se dedicará a uma análise marxista do petróleo, mostrando que o valor deste produto não
é produzido pelo tempo de trabalho dos trabalhadores da extração, mas é valor transferido de outras partes do sistema; seu papel como mercadoria básica, isto é, mercadoria usada na produção de quase todas as mercadorias; o modo como a força de trabalho que o produz inclui aqueles que trabalham na reprodução desta força de trabalho; entre outros temas.
Na segunda parte, os elementos desenvolvidos na primeira serão empregados na discussão de questões contemporâneas como: o debate em torno do Antropoceno e o conceito de “Capitaloceno”; ‘peak oil’ (o pico da produção de petróleo) e a queda dos preços do barril; geopolítica do Oriente Médio; o petróleo nas negociações internacionais do clima; e a crise global de reprodução social.
George Caffentzis é professor aposentado da University of Southern Maine, EUA. Reconhecido mundialmente como um dos maiores expoentes do chamado “marxismo autônomo” norteamericano, é autor, entre outros,de Clipped Coins, Abused Words and Civil Government: John Locke’s Philosophy of Money (New York: Autonomedia/ Semiotext(e) Press, 1989); Exciting the Industry of Mankind: George Berkeley’s Philosophy of Money (Dordrecht: Kluwer Academic Publishers, 2000); e In Letters of Blood and Fire: Work, Machines, and Value (Oakland: PM Press, 2013). Ao lado de Silvia Federici e de Peter Linebaugh, é membro do coletivo Midnight Notes, com o qual escreveu diversos artigos e panfletos e editou os volumes Midnight Oil: Work, Energy, War, 1973–1992 (New York: Autonomedia, 1992) e Auroras of the Zapatistas: Local and Global Struggles in the Fourth World War (New York: Autonomedia, 2001). 
O curso será em inglês; haverá tradução disponível para as perguntas.