Próximas defesas de tese: Cícero Josinaldo, Marcela Oliveira e Pedro Leal

Nos próximos dias acontecerão três defesas de tese de doutorado em filosofia na PUC-Rio.

Amanhã, terça-feira, dia 25, às 14h00, na sala F300, nosso colega Cicero Josinaldo da Silva Oliveira apresenta a tese intitulada DESCONTROLE E RISCO NA MODERNIDADE – uma análise a partir de considerações sociológicas e filosóficas. Segue o resumo:
A importância que o domínio econômico adquire na modernidade foi particularmente registrada na vocação eminentemente econômica que a política, orientada pela proteção do social, adquire desde então. Ao inaugurar uma política de agenda econômica a modernidade confiou à esfera pública, como também à vida de trabalho, o exercício do controle planejado das condições de vida. Mas a emergência de um sistema econômico flexível que se estende segundo uma desregulamentação sistemática da política e do mercado de trabalho, deflagra um descontrole sem precedentes que satura de riscos os assuntos e o destino humanos. Seguindo as indicações das sociologias de Max Weber, Richard Sennett, Zygmunt Bauman, Ulrich Beck e Antony Giddens, no primeiro momento, o presente estudo analisa as investidas com que o sistema flexível funda a “ordem do descontrole”, para daí explorar na filosofia de Hannah Arendt a pertinência do diagnóstico que reconhece na modernidade a “liberação do processo vital no mundo”, como algo que de forma inequívoca se expressa na irrefreável economia de consumo.

No dia seguinte, quarta-feira, dia 26, às 13h00, na sala L1156, nossa colega Marcela Figueiredo C. de Oliveira defende a tese intitulada “Do sentido da tragédia à tragédia do sentido: a filosofia e a ruína do drama“. O resumo do trabalho é o seguinte:
A tese propõe pensar a passagem histórica da antiga questão do “sentido da tragédia” para a contemporânea constatação de uma “tragédia do sentido”, culminando na discussão sobre a ruína da forma dramática tradicional em obras do final do século XIX até meados do XX – em especial,no caso de Samuel Beckett.

Finalmente, na sexta-feira, dia 28, às 15h00, na sala F302, nosso colega Pedro Bonfim Leal apresenta a tese “Germinações do novo – tempo e criação em Henri Bergson“, com o seguinte resumo:
O tema da criação perpassa todo o pensamento bergsoniano. Erigida em torno de um único propósito – encontrar uma consideração filosófica apropriada sobre o tempo, a obra de Bergson encontra desde as primeiras formulações uma equivalência entre o conceito de duração e seu desdobrar em novidade. Segundo Bergson, a tradição teria partido de uma noção de presente espacializado como modelo fundamental para pensar a marcha do tempo, estendendo este presente ao passado e ao futuro. A tradição reduz, com isto, passado, presente e futuro a espelhamentos de um tempo único, sendo este, ainda, uma miragem da temporalidade concreta. Será a partir do entrelaçamento entre as três dimensões temporais, devidamente distinguidas uma da outra, que Bergson compreende o tempo como produtor do novo. A tese busca recortar na obra bergsoniana os principais momentos de formulação desta dinâmica criadora. Tal como tentamos evidenciar ainda, a relevância da compreensão do autor sobre o tema constitui uma das mais consistentes formulações sobre a criação na contemporaneidade, o que pode ser atestado pela convergência entre estas ideias e a de outros filósofos e saberes.

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