Colóquio de filosofia: dia 02/12 às 11h na sala Ls05 (subsolo do prédio Leme)

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Débora Cristina Morato Pinto – Doutora em Filosofia pela Universidade de São Paulo, com tese defendida na área de História da Filosofia Contemporânea, sob orientação do Prof. Dr. Franklin Leopoldo e Silva. Concentra suas pesquisas na obra de Henri Bergson, especialmente nos temas da consciência, memória e vida. Publicou artigos e capítulos de livro no campo da filosofia francesa contemporânea. É professora do Departamento de Filosofia e Metodologia das Ciências da UFSCar desde 2002, e orientadora de mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da mesma instituição. Foi professora visitante na Université de Toulouse II – Le Mirail (em 2008) e na Universidade de Coimbra (2016), pelo Master Mundus Europhilosophie. Foi Pró-Reitora de Pós-Graduação da UFSCar de 2012 a 2016.

Duração, intuição e crivo dos fatos na filosofia da vida em Bergson. Uma leitura da Evolução Criadora.

Apresentaremos aqui as principais direções do núcleo metafísico da filosofia de Bergson, a teoria da vida que apreende o seu significado como criação. Mais precisamente, mostraremos como a gênese ideal a matéria e da inteligência, ponto central da obra A Evolução Criadora, surge como consequência de um elaborado trabalho de análise dos fatos circunscritos e explorados no campo da biologia evolutiva, os quais funcionam como balizas para apreensão do movimento da vida, isto é, do seu sentido. Nossa intenção consiste em mostrar como o famoso método proposta por Bergson para a filosofia, a intuição, funciona através da refração de uma noção “vaga” cuja expressão mais adequada é uma imagem (e não um conceito) – o elã vital – refração pelos fatos cuja interpretação filosófica se vê capaz de lhes extrair as lições. De um lado, os fatos, ao proporcionarem uma análise objetiva, oferecem as condições (de resto indispensáveis) para que a imagem do elã vital se conforme em teoria. Por outro, é essa imagem que torna o estudo da vida capaz de seguir os fatos e preencher lacunas que se apresentam em sua observação, e isto devido ao potencial eminentemente crítico da intuição em sentido “psicológico”. Esse centro teórico da obra de Bergson esclarece dúvidas pertinentes sobre a proposta de uma metafísica “positiva” ou “concreta”.

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